Monty Python em Busca do Cálice Sagrado | Crítica

Em 1971, o grupo Monty Python lançou o filme “E Agora Para Algo Completamente Diferente”, que juntou várias esquetes da série de TV “monty python flying circus”. O primeiro filme foi muito bem recebido pelos telespectadores e pela crítica, e com o fim da série, o grupo passou a fazer alguns trabalhos cinematográficos. O primeiro, lançado em 1974, é para muitos a obra prima do humor. “Monty Python em busca do cálice sagrado” teve a direção de Terry Gilliam e Terry Jones, com roteiro de John Cleese, Terry Gilliam, Terry Jones, Eric Idle, Graham Chapman e Michael Palin.

O filme traz as lendas Arturianas da forma mais cômica possível, onde vemos o grandiosíssimo rei Arthur (Graham Chapman) e seu ajudante Patsy (Terry Gilliam) em busca de cavaleiros para fazerem parte da corte de Camelot. Porém, a história fica apenas de contexto para as piadas, quando o filme mais parece uma série de esquetes interligados entre si. Podemos ver isso claramente quando o objetivo muda completamente só porque Arthur acha Camelot chata. Após esse acontecimento, Deus aparece para nossos cavaleiros ordenando que eles busquem o Santo Graal.

O resultado do filme foi esplêndido, mas para isso acontecer, houveram muitas complicações. O ator Graham Chapman, que interpreta o rei Arthur, vivia embriagado nas filmagens, o que lhe fazia esquecer muitas falas do filme. Depois, o orçamento do filme ficou apertado, mas com isso veio uma das coisas mais geniais do filme, retiraram os cavalos, resultando em uma mímica satirizada com os personagens cavalgando em um animal imaginário.

OPINIÃO COM SPOILER:

O filme é de longe o meu favorito no quesito comédia, e logo em seguida fica a segunda produção do grupo Monty Python: “A vida de Brian”. O filme tem sacadas ótimas, uma dessas sacadas é a forma de detecção de bruxas. Segue a receita abaixo:

Bruxas queimam, logo, bruxas são feitas de madeira. Madeira e patos boiam. Posto isso, bruxas e patos tem o mesmo peso.

O filme é completamente nonsense, o cúmulo disso é o desfecho da história. No começo do filme um guerreiro misterioso mata um jornalista que estava gravando um documentário ali, como se não fosse maluco o suficiente ter alguém da década de 70 no meio daquilo tudo; no final, o rei Arthur é preso pela polícia como autor do assassinato. São coisas desse tipo que me encantam nessa obra maravilhosa. A indicação do filme é +18, mas em nenhum momento você vai ver algum tipo de teor sexual, o mais próximo disso é quando Galahad (Michael Palin) entra em um castelo com moças que tentam o seduzir. Mas a indicação é mais pelas cenas sangrentas, como o nosso querido Cavaleiro Negro (John Cleese), tão bravo que continua a lutar mesmo sem as pernas e braços.

FICHA TÉCNICA:

Título original: Monty Python and the Holy Grail

Ano de produção: 1975

Diretores: Terry Gilliam | Terry Jones

Estreia: 14 de Março de 1975

Duração: 91 minutos

Classificação: +18 (Não recomendados para menores de 18 anos)

Gênero: Comédia

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Trick Sousa

Como um jovem padawan, busco meu caminho em meio ao mundo nerd. Alucinado por Monty Pyton, enlouquecido por Spider-Man e apaixonado por tudo do meio nerd. Escrevo minha história como H.P Lovecraft escrevia sobre monstros indescritíveis; e ilustro minha vida como Alex Ross dava vida aos seus quadrinhos.

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