Opinião: “Capitã Marvel”

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Nos últimos 10 anos, a Marvel vem construindo seu mundo de heróis no cinema. Com Vingadores: Ultimato se aproximando, a empresa se prepara para o fim de uma fase. Capitã Marvel já vinha sendo esperado desde seu anúncio, não só por ser o primeiro filme de heroína da Marvel – o que por si só já é um grande feito – mas também por ser a principal chave para o encerramento da história.

Protagonizado por Brie Larson (ganhadora do Oscar pelo emocionate O Quarto de Jack) e Samuel L. Jackson, o longa-metragem é o típico filme de origem com todas as principais características que um filme da Marvel deve ter. E isso não é uma crítica, já que a fórmula é bem aceita pelo público. Os principais problemas que o roteiro escrito por Anna Boden, Ryan Fleck e Geneva Robertson-Dworet apresenta estão ainda na primeira metade do filme, que se arrasta para chegar onde realmente quer. Enquanto Carol Danvers tenta se encontrar, o filme faz o mesmo. Além disso, existem alguns momentos em que os diálogos soam expositivos (como por exemplo quando é repetido diversas vezes que a protagonista “precisa controlar seu emocional”, demonstrando o machismo do personagem que fala, como se já não pudêssemos perceber pelas atitudes do mesmo). Contudo, o filme acerta ao abordar a representatividade feminina e também discutir a questão dos refugiados de forma competente.

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A direção de Boden e Fleck consegue se sair bem nas cenas com mais importância para a formação do caráter da protagonista, porém parece um pouco perdida nas cenas de luta. O departamento de arte consegue seu destaque, mesmo sendo pouco inspirado (para efeito de comparação, Pantera Negra era mais imaginativo). Os efeitos especiais são muito bem realizados e as cenas no espaço são um deleite para os olhos – o mesmo vale para as cenas na casa de Maria Rambeau (Lashana Lynch, ótima) , com uma fotografia realista e simples.

Larson está excelente em cena, demonstrando muito bem os receios, as dúvidas e a força de sua personagem. O mesmo vale para Jackson, transmitindo muita energia em suas cenas e sua parceria com a protagonista é um grande destaque. Jude Law convence como antagonista, porém o melhor coadjuvante é Ben Mendelsohn, que traz magnitude, verdade e emoção ao seu personagem. Com o papel escrito previamente para um homem, Annette Bening domina qualquer cena em que está presente. A gatinha Goose é uma estrela de extrema importância para o roteiro e ainda garante momentos engraçados e fofos.

Com uma bela homenagem a Stan Lee no começo, Capitã Marvel é um filme importante socialmente pela sua representatividade e diversidade, é bem realizado e garante bons momentos ao espectador. Apesar de irregular, sua importância para o universo Marvel é gigantesca. Vale a pena assistir no cinema.

O filme tem duas cenas pós-créditos (a primeira arranca gritos e delírios da plateia – com toda razão).

Avaliação do Filme: 75/100

Até a próxima! 😉

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Montez Olivero

Montez Olivero é estudante de cinema de Recife, Pernambuco. Escreve sobre as estreias da semana para você ficar por dentro do mundo da sétima arte. Viciado em filmes e séries a ponto de não responder mensagens por estar imerso neste mundo. Ou seja, um cinéfilo e seriador apaixonado e maníaco.

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