Recomendação da Semana: Dead of Winter

Salve, justiceiros!

Faz tempo que eu não recomendo nada por aqui, mas esse mês me senti inspirado e, pela primeira vez, vou fazer uma recomendação de boardgame aqui no JG: Dead of Winter – um Jogo de Encruzilhadas.

Caso vocês ainda não conheçam, a Recomendação da Semana é a coluna na qual os redatores do JG se revesam para indicar aos nossos leitores algo de interessante que tenhamos consumido recentemente, seja um livro, filme, jogo, HQ, whatever.

Recentemente eu adquiri uma cópia de um dos meus boargdames favoritos: Dead of Winter. E fiquei tão animado que decidi transformar minha empolgação em recomendação da semana.

Nesse tempo de vacas magras, não tem sido possível fazer muitas aquisições (boardgame não é um hobbie muito barato), mas eu já queria esse jogo há muito tempo, e acabei encontrando um usado por um valor razoável no Mercado Livre.

Eu já havia jogado algumas vezes com amigos, e agora finalmente adquiri o meu. Nos últimos finais de semana, eu e minha namorada jogamos muitas partidas (e olha que é difícil encontrar um jogo que seja realmente interessante em apenas duas pessoas).

O Dead of Winter tem uma inteligência artificial bem pensada e interessante. Na cultura dos boardgames, isso quer dizer que, através das regras, o jogo ativa situações que variam de acordo com as ações dos jogadores de um modo orgânico, aumentando o sentimento de imersão.

A rejogabilidade também é alta, pois existem diversos fatores que mudam a cada partida: o objetivo principal (que deve ser alcançado pelo grupo inteiro), o seu objetivo particular (que deve ser alcançado paralelamente ao principal), a combinação de personagens que você controla (há uns 30 personagens no jogo, cada um com uma habilidade diferente), as cartas de crise (que são mini-objetivos que mudam a cada rodada do jogo) e as cartas de encruzilhada, que inserem situações aleatórias que podem ou não ser ativivadas, dependendo das suas ações na rodada.

Além disso, há o elemento que eu considero mais interessante: pode ou não haver um traidor no meio do grupo, que vai ser determinado pelas cartas de objetivo particular. E a possibilidade da existência de um traidor no grupo dá toda uma dinâmica interessante à partida, pois você precisa prestar atenção nas ações dos outros jogadores para saber se eles não estão tentando minar o objetivo principal.

Pra mim, a experiência com a ambientação do jogo lembrou bastante o cenário de The Walkind Dead, pois o tempo inteiro você precisa se preocupar não apenas em matar zumbis, mas também em garantir que haja comida suficiente e que o moral do grupo continue alto (há um marcador de moral no jogo, e se ele chegar a zero, é game over). Mas obviamente já diversas referências e influências de cenários de zumbis em outras midias.

Atualmente o Dead of Winter pode ser encontrado no site da Galápagos por R$ 299,00 (novo, obviamente), e eu vi pelo mesmo preço na Livraria Cultura na semana passada. É um precinho salgado, mas como eu disse, consegui um usado em perfeito estado de conservação por R$ 200,00, então valeu a pena.

Em 2016 foi lançada a primeira expensão do jogo, chamada A Noite Sem Fim, que já está disponível em português também pela Galápagos. A expansão adiciona novos modos de jogo para deixar a experiência ainda mais complexa e interessante, mas isso é assunto pra outro post.

Você já jogou Dead of Winter? Deixe sua opinião aqui, estamos curiosos pra saber o que você achou do jogo!

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Rafael Esteque

Advogado por formação, narrador por paixão, redator por vocação e músico por opção. Minhas anteninhas de vinil nunca funcionam. No 50º dia do meu nome, só espero que Gandalf me chame para uma aventura. Citação favorita: "In the game of thrones, a wizard is never late." Não, pera... ahn... "Do or do not. There is no Hakuna Matata." Não... ahn... Ok, vocês entenderam.