Vingadores: Ultimato – O Início, o Fim e o Meio!

Parte da jornada é o fim. A frase dita por Tony Stark simboliza bastante o significado de Vingadores: Ultimato para a empreitada iniciada pela Marvel em 2008. É o fim de um ciclo, de uma iniciativa pioneira na indústria do cinema, encabeçada pelo visionário Kevin Feige, em que diversos filmes, embora tenham histórias independentes, fazem parte de uma grande narrativa. Será que a Marvel acertou? Bom, eu já adianto que sim, bastante, mas continue lendo o texto, pois vou tentar explicar o porquê.

Bem, antes de prosseguirmos, aqui vai uma breve sinopse do filme: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores têm de lidar com a perda de amigos e entes queridos. Com Tony Stark vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers e Natasha Romanov lideram a resistência contra o titã louco.

Bom, não como começar a falar sobre o filme sem mencionar os nomes de Joe e Anthony Russo, os diretores responsáveis por Capitão América – O Soldado Invernal, Capitão América – Guerra Civil e Vingadores – Guerra Infinita, que foram incumbidos a dirigir o filme que daria fim a esta primeira fase de filmes da Marvel. E acredito que não havia nome melhor para este filme do que esses caras.

Os diretores demonstram novamente conhecerem muito bem os personagens com os quais estão trabalhando, dando tempo pra cada um brilhar e demonstrar suas características nem que seja por ações sutis. Mas dessa vez, além disso, os Irmãos Russo demonstraram conhecer de maneira bastante minuciosa cada um dos filmes que compõem esse universo. Ao assistir à Ultimato, você percebe que tudo foi pensado, que mesmo os filmes mais fracos dessa trajetória (alguém aí falou o primeiro Thor?) tem papel fundamental nesse encerramento. É muito impactante ver como tudo foi trabalhado e como o final é gratificante.

Falando em personagens, é evidente que o foco aqui são os Vingadores originais. Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Gavião Arqueiro e Viúva Negra são os personagens com mais tempo de tela e por consequência são os personagens que mais movimentam a trama. É impressionante ver como cada ator está confortável em seu papel e como eles evoluíra. O Tony Stark interpretado por Robert Downey Jr. não é mais simplesmente o “playboy, bilhonário e filantropo” dos primeiros filmes, já que ele passou por diversas perdas vendo amigos próximos serem dizimados e agora tem medo de perder o que restou. O Steve Rogers de Chris Evans continua determinado em conseguir uma solução para o mundo devastado no qual se encontra, não importando o quanto possa lhe custar. Mark Ruffalo traz uma personalidade diferente para o Bruce Banner, que agora parece ter encontrado seu equilíbrio junto ao Hulk. Chris Hemsworth interpreta um Thor que é cômico, mas triste ao mesmo tempo, um herói quebrado que precisa buscar forças dentro de si. Scarlett Johansson como Viúva Negra e Jeremy Renner como Gavião Arqueiro continuam tendo uma excelente química juntos, se complementando em momentos que o herói é apenas um espírito da vingança cheio de raiva e a heroína é uma espécie de esperança e voz da razão.

É claro que Josh Brolin continua proporcionando uma grande interpretação como Thanos, definitivamente o melhor vilão desse universo. É incrível como com algumas expressões conseguimos “ler” o personagem, sentir o que ele está sentindo, entender como ele pensa. É impressionante como ele pode ser benevolente e cruel de uma hora pra outra.

Outro mérito dos irmãos Russo está no ritmo do filme. Ele tem 3 horas de duração, mas não é cansativo em nenhum momento. Eles souberam muito bem dar um final aos acontecimentos do filme anterior, desenvolver a trama e proporcionar um dos encerramentos mais eletrizantes já vistos na Cultura Pop. Você sente as mesmas coisas que sentiu no final de outras grandes sagas, como O Senhor dos Anéis e Harry Potter.

Bom, o filme tem algum problema?  Olha só, eu estaria mentindo se dissesse que não, já que há algumas pequenas incongruências na trama. Mas eu seria absolutamente “reclamão” caso afirmasse que isso influencia de alguma forma a experiência. Você fica tão imerso durante o filme que mal repara em qualquer defeito que ele possa ter.

Vingadores – Ultimato é o fim de uma história, de uma saga que estamos acompanhando há mais de 10 anos. Mas com certeza ainda temos muitas outras histórias a serem contadas e estou ansioso para ver o que a Marvel está planejando, já que até o momento o saldo é extremamente positivo. Corra até o cinema mais próximo e aproveite a experiência.

P.S.: A aparição de Stan Lee é sensacional e além disso temos uma outra aparição muito especial, já que Jim Starlin, criador de Thanos, também aparece no filme. Fique atento.

Nota: 9,5/10

Ficha Técnica

Duração: 181 minutos
Estúdio: Marvel Studios
Direção:
Anthony Russo, Joe Russo
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Don Cheadle, Tom Holland, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Peter Dinklage, Danai Gurira, Leticia Wright, Dave Bautista, Zoe Saldana, Josh Brolin, Chris Pratt, Bradley Cooper, Gwyneth Paltrow

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Lucas Araújo

Programador, estudante de TI e co-fundador do Justiça Geek. Fanático por quadrinhos, aficionado por filmes e séries, leitor faminto, gamer esporádico e músico (muito) frustrado. Gosta de falar sobre tudo isso em seu tempo livre(ou até mesmo quando não está tão livre...), debatendo questões essenciais para a humanidade como quem vence um crossover entre super- heróis, qual é seu escritor favorito e se um filme foi bem feito.